desejo

31 outubro, 2008

e por não termos tido coragem de chegarmos à verdade, nosso amor vive numa caixa de vidro, faquir que míngua um pouco a cada dia sem nunca morrer. um amor condenado a ser quase vivo pra sempre por covardia, inaptidão ou mera falta de empenho.

*trecho do miniconto amor quase, de Ivana Arruda Leite

(…)

se não for questão de tempo,
vai ser tudo uma grande surpresa.