carta de Betina

16 dezembro, 2010

eu não entendo porque você me pediu pra escrever o que eu acho do que estamos vivendo. eu só estou fazendo isso porque não sei negar os seus pedidos. nenhum deles. você diz que quer me bater, eu deixo. você me xinga, eu não me importo. porque eu gosto de você mais do que você mesma. ele te faz chorar, mas eu te faço sorrir. às vezes eu tenho ciúmes dessas lágrimas, não são para mim. toda vez que eu gozo na sua boca você se liberta. dos monstros, dos fantasmas, da sua própria sombra. às vezes o silêncio no meu quarto é interrompido pelo seu grito. a vontade de ser livre. e comigo você está mais próxima da liberdade. aqui não há nada que te prenda. nem por vontade, nem por carência. você precisa perceber que não importa quem te faça chorar, só você sabe que reflexo é o seu no espelho. só você sabe qual sorriso valeu a pena, qual sonho não se perdeu. o que estamos vivendo é isso, esse agora. faço questão de ser a sua melhor companhia, te ajudar a esquecer o que já foi, preencher esse enquanto e assistir sua partida quando ela chegar. porque necessariamente isso vai acontecer, eu sei. mas até lá já não seremos as mesmas. nem eu, nem você. porque os clichês são inevitáveis. e eles se repetem.

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