carta de Cibele

30 novembro, 2010

às vezes me pego pensando sobre nós dois, sobre todos os clichês que vivemos, sobre as frases feitas e gastas que dizíamos, sobre o patético querer estar junto. às vezes sinto saudades e dói. às vezes eu esqueço de lembrar de você. e mesmo assim, dói. cada dia que passa é mais um dia que deixamos de vivenciar essa vida juntos. nunca estivemos juntos de fato, eu sei. ainda que machucasse eu entendia a sua escolha, não abrir mão da família perfeita, do filho, da esposa que suporta suas crises. eu era a amante que suportava suas crises. eu sou mais uma. qualquer uma. eu sou aquela que você fez questão de desenhar repetidas vezes até achar o traço perfeito. eu sou aquela que não coube nos seus sonhos porque meu corpo era entrega real. eu sou aquela que entendia que o indizível era nosso, somente nosso. eu sou aquela, mas também sou essa daqui.

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