carta de Cibele

5 novembro, 2010

morremos em vida algumas vezes, Lourenço. mas ninguém percebe. só que isso nos transforma de algum jeito. o excesso de pensar me leva a crer que o amor é que atravessa todas essas perdas, ajuda a lidar com a certeza da própria finitude e mediocridade. mas quando esse amor é sufocado pela falta de maturidade, sufocamos também. e então passamos a entender o real valor, o que é importante, na falta. a velha história de aprender com a dor. ultimamente tenho a rotina como saída para tudo, querido. dia desses acordei com uma dor no corpo, consequência das semanas seguidas de copos vazios. meu corpo vazio. a sua ausência como resposta pra tantas perguntas. um querer me resgatar pra então amar tudo outra vez. em recomeço. a paciência é qualidade sua, Lu. a urgência é toda minha.

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3 Responses to “carta de Cibele”


  1. no meio do texto lembrei de uma música.

    “o fim do amor, oh não, alguma dor talvez sim, que a luz nasce na escuridão”

    deixar você, do gil.

  2. xêrri Says:

    Gosto das cartas. Me sinto um voyeur, invadindo a intimidade desses dois personagens tão densos. Ótimo final. “A urgência é toda minha”. Minha também. E sua?

  3. Carol Says:

    A urgência é toda nossa. Me tocou.


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