carta de Lourenço

8 outubro, 2010

eu nunca fui sincero o suficiente com você. eu sempre achei que a sinceridade tem o seu limite próprio, porque algumas coisas não precisam ser ditas ou podem ser ditas de outra forma. você foi perdendo a vontade de me iludir. quando você dizia “tudo vai ficar bem”, você sabia que no fundo eu não acreditava, mas aquilo criava um sorriso no meu rosto. e quando eu sorria, você sorria. e aquele momento era verdadeiro, mesmo que nada ficasse bem de fato. a ilusão é só um jeito diferente de encarar a realidade. quando eu não sabia o que era real, você dava um jeito de me explicar. mas você foi perdendo a vontade de acreditar em mim. as piadas ficaram sem graça, os planos perderam sentido, meu jeito estranho já não é tão encantador. eu tento traduzir esses sentimentos em alguns traços há dias, mas todos esses rabiscos não são suficientes pra que você entenda que tudo isso já mudou.

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