dose ácida

6 outubro, 2008

não sou leve, nem positivo,
tão pouco colorido.
eu beiro o cinza.

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9 Responses to “dose ácida”

  1. paloma Says:

    Eu não sabia que você tinha feito aquele post sobre minha trama acenando, sobre ciganas e enganos e adeuses. E eu já nem me lembrava daquelas palavras que foram minhas. Então obrigada por me recordar o quanto eu sou empecilho para mim mesma. Isso é um alívio. Não é de hoje que estou apesar de mim e se já vim até aqui, bem, as pedras esperam um pouco mais.
    Sobre a sua dose ácida – sabe o que pensei imediatamente? Em chuva ácida. Porque a chuva é gris. A chuva é cinza semovente como essas suas 3 linhas à beira do abismo.
    Até depois.

  2. rafaela Says:

    na dose certa? 🙂


  3. paloma – empecilho para si? desculpe, mas acho que não entendi. isso é um alívio? e gostei da associação com a chuva. ela cai sem aviso e não escolhe quem ou o quê vai molhar.

    rafa – será? gostei da sua frase. ela dá outro ritmo se for acrescentada no final dessa “coisa” ai que eu escrevi rs

  4. paloma Says:

    Ah, pois é! Tantas vezes eu escrevo assim num ímpeto só e depois vejo que saiu uma “coisa” que só eu entendo (quando muito)! ; )
    É que há momentos em que eu fico atrás dos empecilhos, farejando ao modo de Sherlock Holmes, quase. Aquele texto a que você fez referência me lembrou que o meu maior problema, quase sempre, sou eu mesma. E isso é um alívio: posso concentrar meu fôlego em um mergulho menos dispersivo! rs
    Pena que a solução não seja assim tão elementar, e que nem sempre me surjam caros Watsons para seguir minhas pistas comigo.
    Ah, e chuva, chuvinha inesperada. Coisa linda de se sentir.

  5. Dani Says:

    acordei bemol
    tudo estava sustenido

    sol fazia
    só não fazia sentido

    (acordei bemol / paulo leminski)

    *pegando qualquer nota como referência, uma nota bemol está meio tom abaixo dela e uma sustenida meio tom acima.

  6. Alice Says:

    eu me lembrei de alguma coisa que saiu em algum lugar.
    “aquele lugar não permitia nada além do preto e do branco. e eu, me sentindo cada vez mais cinza, não tinha mais lugar pra ficar”


  7. paloma – muitas vezes temos que seguir todas as pistas com nossos próprios pés, sem Watsons, Marias, Josés. são nossas, sabe? e chuva inesperada pode ser linda e bem molhada =p

    dani – e quando não faz sentido, não tem meio tom que resolva.

    aliceloide – e eu, me sentindo cada vez mais cinza, não tinha mais lugar pra ficar. isso é seu? gostei, muito.

  8. claudia guay Says:

    bonito.
    muito bonito.

    mas carregamos o arco-iris em algum cantinho.
    (debaixo da unha que seja)
    bora deixar o sol entrar.


  9. claudia – debaixo da unha? que lugar apertadinho rs mas pelo menos está aparecendo o tempo todo né? cores, cores…


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