fantoche de si mesmo
22 Junho, 2009

antídoto, veneno / quem sabe o real efeito?
partido, quebrado / cada osso na parede
azedo, amargo / gosto de língua cortada
ardido, ácido / é a ferida que não sara
veja o terror nos olhos de uma criança no escuro
quando o monstro mora dentro do quarto
qualquer brinquedo é uma armadilha
cego, surdo / fantoche de si mesmo
descanso inútil / remoto controle remoto
medo agudo / fantasma atrás da porta
cansaço profundo / é a cabeça que não pára
o desespero é um labirinto de espelhos quebrados
pra onde vão, de onde vem tantos eus?
e quem é você pra vir falar de mim!
segredo trancado a cadeado de vidro
estar no olho do furacão vendo o mundo girar
medo estampado nas páginas de um livro
que eu rasgo, queimo, espero cicatrizar
(Dani Luppi – Labirinto)

22 Junho, 2009 at 10:10 pm
que lindo isso.
a foto, a Dani com esse texto, esse seu amor que transborda…
tudo lindo de ver.
2 Julho, 2009 at 9:11 pm
que fuerte!!!
adorei.