“- você é aquilo que deseja ser. mas também aquilo que fazem de você. você é uma miscelânea.”
não, eu não tô falando de vinil nenhum, eu tô falando desse teu jeito de levar a vida, dessas desculpas que você tira do bolso e esfrega na minha cara. antes eu tava cego, me jogando na frente do ônibus se você pedisse. hoje não suporto mais suas piadinhas folgadas com os meus amigos. o problema não é o risco nessa merda. quer dizer, é , claro que é, eu demorei anos pra achar. não, não é possível, você surtou de vez, porra. como eu caio no teu papo irracional, incoerente, de mulherzinha histérica e manhosa? como esse disco já estava assim se eu ouvi milhares de vezes. e com você deitada no meu peito, porra! a gente trepava ouvindo esse som, você fazia questão de gemer junto com os gritinhos da vocalista. pera aí, aquilo era de verdade ou você tava tirando uma com a minha cara?
você insiste que o disco já veio fodido da loja e nenhum dos dois percebeu.
a real é que sempre foi assim, eu que nunca percebi. até agora.
(divagação inspirada no texto “incompleto”, da aliceloide)