palavra branca assim
5 Junho, 2008
porque certas vezes alguém costura uma palavra com a outra em um tecido bem bonito.
(…) Mas eu estendo as minhas mãos e só vejo linhas. Entrelaço os meus dedos, esfrego os dois lados da minha vida, engano a cigana, mas não a mim mesma. Eu sei que o tecido dessas linhas é instável. Então, não vá embora, não suma mar adentro. Quando eu levantar os meus braços, tome-os. Fique aqui comigo mais um pouco e não terei que continuar procurando uma palavra bonita. Você caberá em meu colo, em meu mundo, e nós sobre “a cama e o lençol de amar”.
Paloma, a mulher com a agulha e linha.
