Boléro chegou para mim como um presente no fim de domingo. Com sua melodia uniforme e repetitiva, sua progressão depende das variações de orquestração. Deixei seu único movimento me guiar pelo pequeno espaço da sala. Cresci junto com a música. O segredo da obra está exatamente nesse constante retorno aos seus dois compassos principais. Enquanto dançava, seu ritmo invariável me conquistou e aos poucos fui perdendo o medo de mais um final de semana sem qualquer certeza. Ali eu estava, repetindo e repetindo meus passos. Ali Ravel estava, me ensinando que o mais do mesmo pode sim valer a pena.
Tags: boléro, maurice ravel
2 Junho, 2008 às 4:44 pm |
As coisas que a música pode nos ensinar….
são infinitas