in treatment
27 Junho, 2008
Um psicanalista. Cinco casos. Uma sessão por noite.
In treatment, de segunda à sexta, na HBO.
(em tempos onde o relógio parece andar mais rápido do que deveria, sãos as pausas entre os diálogos de Paul Weston com seus pacientes que me prendem na frente da televisão)
time will tell
26 Junho, 2008
as lembranças de uma velhice que está por vir,
uma poesia que só existe por sua causa.
temos uma vida pela frente,
a minha na sua, a sua na minha, a nossa.
como é que faz pra raiar o dia?
25 Junho, 2008
“Eu acho que o estado é falho, é óbvio que eu acho, qualquer pensante acha que o estado é falho. E não acho que o estado por ter obrigação, tire a minha”
| documentário A ponte do diretor Roberto T. Oliveira e do fotógrafo João Wainer |
kent rogowski
25 Junho, 2008
porque o avesso pode não ser tão bonitinho assim.
mas é parte do todo, sempre esteve ali.
| informações sobre o projeto Bears você encontra aqui |
padrinho
22 Junho, 2008
sentado do lado de fora do teu quarto, tão ausente,
tentei trazer alguma coisa de volta.
não sei se tal coisa sou eu ou você.
dor e vergonha, misturadas.
é essa a distância.
a porta continua fechada,
mas o teu sorriso será o que tenho de melhor.
a espera, talvez
18 Junho, 2008
você diz que eu te levei a loucura.
a sua, por opção.
a minha, por não ter escolha.
talvez você tenha entrado na minha dança
e nunca conseguiu sair dela.
tudo se perdeu.
ou você se achou.
você não percebeu, mas se libertou, de vez.
você sabe exatamente o que está acontecendo,
mas não sabe lidar com suas vontades.
você ainda não sabe como me mandar embora da sua vida.
um par tão doce
12 Junho, 2008

(…) carrego no fundo do meu peito um vazio devorador que somente o calor do seu corpo contra o meu é capaz de preencher.
Carta a D., André Gorz
palavra branca assim
5 Junho, 2008
porque certas vezes alguém costura uma palavra com a outra em um tecido bem bonito.
(…) Mas eu estendo as minhas mãos e só vejo linhas. Entrelaço os meus dedos, esfrego os dois lados da minha vida, engano a cigana, mas não a mim mesma. Eu sei que o tecido dessas linhas é instável. Então, não vá embora, não suma mar adentro. Quando eu levantar os meus braços, tome-os. Fique aqui comigo mais um pouco e não terei que continuar procurando uma palavra bonita. Você caberá em meu colo, em meu mundo, e nós sobre “a cama e o lençol de amar”.
Paloma, a mulher com a agulha e linha.
incompleto
5 Junho, 2008
casual
2 Junho, 2008
não vou ficar exposta a dúvidas.
se preciso for nosso plural morre,
e leva você junto.



